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quinta-feira, 5 de maio de 2022

O atual cenário


          Para entrar no meu emprego atual, fiz uma redação no qual falava como figuras como Eike Batista e Bel Pesce decepcionaram aqueles que acreditaram neles. 

          Agora, vejo um cenário semelhante: Magalu, Nubank e Netflix foram grandes promessas, mas agora estão dando problema. Warren Buffett fez uma forte crítica as criptos, outra esperança das pessoas.

          Parece que estamos num ambiente que surgem muitos negócios e oportunidades novas, mas ao mesmo tempo modelos promissores desabam como castelos de cartas. Temos várias empresas e investidores individuais procurando o novo "Oceano Azul", mas por enquanto estamos num mar vermelho, onde se mata e morre por qualquer oportunidade.

         Qual o segredo para se conseguir o lugar ao Sol num cenário tão incerto, aonde ‘’tudo que é sólido desmancha no ar?’’ Acredito que ao mesmo tempo que é um mundo que busca inovação, não se deve esquecer do que os nossos ancestrais já sabiam que dava certo:

         ‘’Não trocar dinheiro por papel pintado’’: evite achar que estar movimentando um monte de dinheiro significa estar realizando lucros.

        ‘’Não colocar o carro diante dos bois’’: não realizar projetos avançados demais, que depois não vai ter condições de efetivar comercialmente.

         ‘’Se saíres para a vingança, prepara duas covas’’ : se você tem um concorrente que realiza práticas predatórias, copiá-lo nesse intento provavelmente levará a destruição de ambos.

          Essas, e outras frases da sabedoria popular e dos livros sagrados, nos permitem ter sabedoria para viver mesmo nesse ambiente incerto, e quiçá alcançarmos a vitória.

terça-feira, 10 de agosto de 2021

Notas Filosóficas: 25. Do Artista Libertador

      A escrita de Ferreira de Castro sobre sua volta ao mundo é simplesmente maravilhosa. Ele fala sobre os efeitos do racismo e do imperialismo ao mesmo tempo que mostra uma grande compreensão em relação aos povos que os praticam, enxergando tanto opressores como oprimidos sob uma ótica muito humana. De forma semelhante, Kurt Vonnegut critica os males da sociedade sem jamais perder a leveza e a esperança, mesmo quando escreve sobre as coisas mais tristes e pesadas possíveis.

    Essa leveza e esperança no progresso que esses autores possuem talvez seja o caminho para uma nova Arte, uma arte humana que critique o que está errado com o mundo sem querer impor uma receita pronta para consertá-lo. Eles confiam na capacidade humana de resolver os problemas sem precisar se escravizar a sistemas fechados, que, eles bem sabem, fazem parte do que está errado. A mensagem deles é que, se nós, os humanos, criamos nossos próprios problemas, cabe a nós mesmos, os principais interessados, resolvê-los com serenidade e maturidade, sem recorrermos a jogos de poder nem a subterfúgios.  

Por Nicolas Rosa

domingo, 27 de junho de 2021

Notas Filosóficas- No. 1: O Grande Desafio


 1.O Grande Desafio

  Apesar de não conhecer xenobiologia, acredito que a definição universal de seres humanos seja a de que, além de possuir polegar opositor, a capacidade de pensamento abstrato. É possível que em todos os planetas que existam vida complexa, eventualmente venham a surgir, dadas as devidas condições, seres com essas características, que eventualmente tomam o domínio de seus planetas nativos. Do ponto de vista da natureza, porénm o surgimento de tais seres não compensa no curto prazo. 

  Os humanos tendem a ser não apenas predatórios em relação a outros seres, como também autodestrutivos. O que talvez faça valer à pena a existência desses tipos de seres seja justamente sua busca por levar a vida a outros planetas aonde ela não existe, atuando como órgãos reprodutores de toda a vida de seus planetas originais. 

   Se sobrevivermos até o fim deste século, algo que poderia ser chamado de nosso ‘’Grande Desafio’’, nosso Sistema Solar estará aberto para levarmos vida a ele. Se falharmos, deixaremos o caminho aberto para uma nova espécie, daqui a alguns milhares ou talvez milhões de anos, concluir o que não conseguimos.

quinta-feira, 25 de março de 2021

O professor de História ainda é necessário?

Por Nicolas Oliver

Texto para o curso de História, da UNEB.  


       Li um artigo que me deixou muito perturbado: o artigo dizia que o QI das novas gerações tinha decaído em relação ao da geração anterior, e que a possível culpa desse fato estava no excesso de exposição a mídias eletrônicas desde a mais tenra idade. O cientista que foi entrevistado no artigo dizia que intoxicação digital estava funcionando como ‘’uma fábrica de cretinos digitais’’, incapazes de realizar pensamento crítico, raciocínio lógico, e com a inteligência motora e social afetada.
       Outro artigo que li dizia que as novas gerações, além disso, tenderiam a serem mais pobre do que seus pais e avós, não só porque crescerão num ambiente sem estabilidade profissional e com menos garantias sociais que dificultarão a aquisição da casa própria, como também gastariam muito mais com tratamentos de doenças como depressão e outras questões psicológicas, causadas pelo estresse mental e pela falta de referências sólidas do mundo contemporâneo.
        Assim, as novas gerações estariam condenadas a viver num mundo falido, em eterno descontentamento e incapazes de compreender como foram parar nessa situação. O pouco que conseguirem aprender de Português, Matemática e Ciências apenas lhes serviria para conseguirem uma vida materialmente menos pior, mas não resolveria o crescente vazio existencial que as assola.
         Quando fiz as provas para exercer meu emprego atual, escolhi como tema de Redação fazer uma análise de figuras como Bel Pesce (‘’A menina do Vale’’) e Eike Batista (‘’O Eike Xiaoping’’), que tiveram ascensões meteóricas, como todo mundo querendo ser igual a eles e copiar seus aparentes exemplos de sucesso, e depois caíram da noite para o dia, virando motivos de chacota e opróbrio.
Não tenho mais a cópia da redação em questão, mas lembro de na mesma, ter deplorado o fato de que a sociedade tem tendência a escolher como modelos de conduta indivíduos terrivelmente falhos, cuja decepção que geram acaba criando apatia nas pessoas, que por causa disso deixam de seguir qualquer um que traga ideias diferentes de como fazer as coisas.
         Acho que ensinar as pessoas a diferenciar os verdadeiros inovadores dos falsos profetas seja a principal função não só do professor de História, mas das Ciências Humanas em geral. O historiador deve preparar as massas para respeitarem e seguirem líderes como Angela Merkel e Barack Obama, e rejeitarem aventureiros como Berlusconi e Trump, mostrando os pontos fortes e fracos dos grandes líderes do passado e como eles chegaram a glória ou ao fracasso nos caminhos que escolheram.
         Na minha trajetória política, por exemplo, cometi mais erros que acertos. Acreditei que as Jornadas de Junho fariam ‘’o gigante acordar’’, e ele continuou dormindo, acreditei em figuras como Cristovam Buarque, Marina Silva e Tábata do Amaral e os vi, um após o outro, contradizerem através de ações o que falavam através de palavras, e tantas outras decepções.
         Através do ensino da História, pretendo que os jovens do futuro estejam habilitados a intervir no cenário político de forma muito mais produtiva do que eu, mantendo seu idealismo e esperança sem deixarem de analisar friamente a realidade e suas vicissitudes.
        Observo com certa desconfiança, por exemplo, um influencer como Felipe Neto ser alçado ao posto de porta-voz da resistência ao bolsonarismo, por ter sofrido perseguição legal devido as suas posições. O mesmo Felipe Neto, anteriormente, havia usado de sua influência para dizer que o ensino de Machado de Assis nas escolas não era necessário, devido ao fato dele e outros autores nacionais serem ‘’chatos’’ para a juventude.
        Esta foi uma fala muito perigosa, porque as crianças e jovens dos países desenvolvidos não deixam de estudar Shakespeare, Poe ou Orwell porque são ‘’chatos’’ para eles. Quando se tornam adultos, elas passam a produzir os filmes, livros e videogames que as nossas crianças passam horas assistindo, lendo e jogando, o que só serve para perpetuar nossa dependência e subordinação, tanto cultural quanto econômica, em relação a esses países.
         Por essas e outras razões, caso o campo progressista um dia volte ao poder, Filipe Neto tem grande potencial para se tornar uma nova Tábata, alguém que vai contrariar todas as expectativas daqueles que confiaram nele, caso ele chegue ao poder após se candidatar a um cargo político.
          Numa sociedade aonde os historiadores e demais cientistas sociais cumprem suas funções a contento, as pessoas aprendem a não esperar mais por príncipes encantados montados em cavalos brancos, mas dão poder a líderes equilibrados e razoáveis, que criam um círculo virtuoso de boa vontade e prosperidade na sociedade.
          Assim, pode-se concluir que o historiador, em vez de ser um mero entusiasta do passado, tem um importante papel na construção do futuro, ao ser um fiador da qualidade do processo democrático. A ele cabe ajudar a evitar que o mundo, sem referências nem esperança, degenere numa distopia pós-apocalíptica regida apenas pela lei dos mais forte.

domingo, 21 de março de 2021

O Professor de História e a Contemporaneidade



   
Texto feito para a graduação em História na UNEB, como trabalho de sala.

      Enxergo História como um curso muito subestimado. Quando falam de História, as pessoas no mínimo dizem que, assim como o resto das graduações de Humanas ou da docência, ela é uma graduação sem futuro, que além de ter cada vez menos empregos disponíveis, tem um mercado crescentemente saturado, aonde milhares de profissionais são jogados nas ruas a cada ano, para competir com as dezenas de milhares que já existem. As Ciências Sociais ainda enfrentam o estigma de serem cursos alegadamente procurados por pessoas que entram na faculdade para participar do movimento estudantil e da politica em vez de buscarem serem bons estudantes na área que escolheram.
      Segundo os detratores, depois de ficar dez ou mais anos fazendo um curso que deveriam ter feito em quatro ou cinco, os egressos vão geralmente para a Educação Pública, aonde passarão mais tempo planejando greves, conspirando para manipular as eleições de diretores, e doutrinando os alunos a se filiarem a partidos políticos, do que de fato ensinando qualquer coisa que seja proveitosa aos alunos na faculdade e no mercado de trabalho.
     É inegável que tal estereótipo tem certa base na realidade, porque convivi, nas escolas em que estudei e trabalhei ao longo da vida, com pessoas e grupos que se encaixam nele quase ao ponto do caricatural. Os praticantes desses tipos de atos geralmente justificam esse desserviço que prestam a Educação com a frase de efeito ‘’mas tudo o que fazemos é um ato político!’’, como desculpa para poderem praticar política no pior sentido do termo, de forma faccional e enviesada.
     Felizmente eles são uma minoria na Educação, que na grande maioria é formada por pessoas que levam muito a sério suas funções, e cuja ação política é dar aos alunos as melhores aulas e assistência pedagógica que as condições lhes permitem, e até além do que é esperado pelos regulamentos. Diante dessa realidade, fica óbvio que o clichê do ‘’professor doutrinador’’ é apenas um espantalho manipulado habilmente por pessoas que promovendo grupos como o infame ‘’Escola sem Partido’’, são bastante partidárias e faccionalistas elas próprias.
      Todavia, é ilusão esperar que uma graduação possa mudar as perspectivas espirituais e profissionais de uma pessoa. Quem chega a faculdade sem uma visão de mundo já formada dificilmente vai conseguir manter a que adquiriu nela após confrontar a realidade profissional efetiva, e quem já não tiver uma carreira profissional já em processo de construção dificilmente vai melhorar isso graças à faculdade.
     Quando as pessoas esperam demais de uma graduação ou formação profissional, quase sempre acabam se desiludindo quando a vivência real não corresponde as expectativas. O curso de História, assim como qualquer outro, deve servir como complemento a um planejamento profissional anterior e maior, e não como o centro de todos os planos da pessoa. Se ela não fizer isso, pode se desiludir ao enfrentar um mercado de trabalho competitivo e hostil, aonde todos os esforços que ela fez para se qualificar com distinção não tem valor algum.
      Acho errado, porém, subestimarem História como um curso sem futuro, porque conheci várias pessoas, que ainda que não trabalhem na área de formação, conseguiram boas colocações na política e no serviço público, e ascensão no serviço privado, graças a graduação que fizeram. Sim, existem muitos historiadores desempregados ou empregados de forma precária, mas hoje em dia pode se dizer o mesmo de muitos engenheiros, advogados e até mesmo médicos.
     Quanto a função política do professor de História, sempre acreditei que o civismo e o patriotismo devem vir a frente de qualquer posição partidária ou filosófica que porventura ele tenha. Já chegaram a me dizer que o ‘’civismo’’ é um termo herdado da ditadura, mas eu pessoalmente não me importo com essa alegada conotação negativa.
      Considero um desperdício ver professores que jogam fora o potencial intelectual dos seus alunos ensinando-os a idolatrar Marx, Lenin e Che Guevara, ou então Mises, Hayek e Thatcher, e não apresentam a eles figuras como o Barão de Mauá, o Marechal Rondon, ou Cipriano Barata.
     Para mim a História deveria instilar nos alunos não a luta de classes nem a falsa meritocracia, mas acima de tudo o orgulho de terem nascido e crescido num país que já foi habitado por indivíduos portadores de grande talento, força de vontade e envergadura moral. Se sentindo herdeiros desse legado, eles procurariam emular essa grandeza em suas vidas pessoais, em vez de perderem tempo com visões equivocadas e alienígenas de como o mundo funciona.
      Assim como todos os países, nós temos o que poderia ser chamado de ‘’Legado Cívico’’ herdado de regimes e modos de produção anteriores, e a História, a meu ver, pode ser a ferramenta para transformar a força bruta e inexplorada deste Legado em energia para mudar nossa realidade para melhor, superando as contradições internas de nosso desenvolvimento e criando uma pátria próspera e segura para todos.



domingo, 19 de julho de 2020

Os limites do humor



Eu acompanhava os vídeos do influenciador Mário Júnior através de minha noiva, que me mostrava no seu celular gravações originais e paródias editadas, das produções do jovem rapaz. Ver esses vídeos eram uma parte divertida dos meus dias de quarentena, num época aonde existem tantas pessoas sofrendo. Para minha triste surpresa, ela me passou um vídeo mostrando o jovem em questão quase chorando, após ser humilhado numa entrevista com a equipe do Pânico na TV. Senti uma grande pena do rapaz, e revolta diante da tremenda insensibilidade dos entrevistadores. Eles puniram Mário pelo crime de ser melhor humorista do que eles jamais seriam, pois produzem um humor decadente e apelativo que não chega aos pés do que ele produz.

Senti vergonha de mim mesmo, por, quando mais jovem, acompanhar o Pânico, e sentir graça de piadas que hoje percebo não terem graça nenhuma. Piadas humilhando mulheres, minorias, pessoas em situação de rua e várias outras categorias de pessoas que já sofrem o suficiente sem ninguém ficar tripudiando delas.

Há não muito tempo atrás, lembro que o auto-denominado‘’humorista’’ Danillo Gentili fez piada com uma mulher que doava leite materno para mães que, por variadas razões , não conseguiam fornecer leite para os próprios filhos. A mulher processou o ‘’humorista’’ e logrou vitória, porém teria ficado tão traumatizada com a situação, que não conseguiu fornecer leite, privando várias crianças desse alimento tão vital, que ela fornecia sem esperar nenhum ganho por isso além da satisfação de fazer o bem.

Da mesma forma os ‘’humoristas’’ do Pânico, quiseram tirar vantagem do jovem Mário Júnior, que através de sua arte, produzia felicidade para pessoas que, além de todas as dificuldades que passavam normalmente em suas vidas, sofrem com os efeitos da crise mundial do COVID-19. Diante disso, fica a pergunta: a quem serve um ‘’humor’’ que ao invés de deixar as pessoas felizes e motivadas, apela para os instintos mais baixos do ser humano, como a inveja, o senso de superioridade e o despeito? Como bombeiro militar, cuja função, junto com meus colegas de farda, é salvar vidas, me solidarizo com o jovem Mário Júnior, pois ele pode ter ajudado a evitar que várias pessoas fizessem mal a si mesmas, por se sentirem felizes e acolhidas pelas mensagens de amor e esperança que ele passa.

Não é verdade que o seu trabalho, jovem Mário, é algo passageiro e que será logo esquecido quando surgirem outras novidades. Você poderá não ter a mesma visibilidade de agora, mas tem potencial para evoluir muito mais nas artes cênicas, estudando e aprimorando o talento nato que você possui. Mantenha a força, e grande abraço.

terça-feira, 30 de junho de 2020

Pedagogia do Interregno



Texto realizado na UNILAB, no ano de 2017, como resposta a uma atividade sobre Boaventura de Sousa Santos.

''Ao invés de fazer perguntas separadas, achei mais apropriado deixar meus questionamentos num único texto. Acredito numa alternativa algo diferente da proposta por Boaventura de Sousa. Eu acredito que os problemas que hoje afetam países como o nosso poderiam ser resolvidos através de uma narrativa heroica, que unificasse o povo em torno de um projeto nacional.

Acredito que a alternativa proposta por Boaventura não tem viabilidade devido a dois grandes fatores. Primeiro, depende de uma solidariedade internacional difícil de sustentar diante das divergências de interesses locais, e segunda, deriva de uma esquerda que está tão esgotada quanto as outras ideologias de origem ocidental.

A pedagogia libertadora que ele propõe, não é de interesse sequer aos governos e regimes de cunho progressista, porque o que eles chamam de educação libertadora é na prática formação de militantes partidários ou de causas sociais restritas, e é na prática tão conformista quanto a educação hegemônica a que se propõe como antítese.

A época atual aparenta ser nebulosa porque se trata de uma época de interregno, aonde a liderança euro-americana está ao pouco sendo substituída por uma liderança sino-indiana; e como a existência da ameaça nuclear e a interdependência financeira impossibilitam a troca de liderança através de uma guerra aberta, ela ocorre através de um lento apodrecimento da hegemonia euro-americana, enquanto o novo núcleo, também em situação questionável, amadurece para assumir seu lugar, podendo definir uma nova ordem mundial no processo.

Uma pedagogia mais adequada a essa realidade, aonde cada país ou bloco regional teria de aprender a sobreviver por si mesmo num mundo crescentemente desregulado e sem leis claras, poderia ser chamado de pedagogia do interregno. Seria uma pedagogia centrada em valores como orgulho nacional, civismo, e dever, valores deixados de lado tanto pela elite liberal como pela esquerda nos anos 90, e que poderiam fazer emergir da juventude uma vanguarda que liderasse o país pelo exemplo, permitindo a superação da crise econômica e do esgotamento moral que ocorrem atualmente.''

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

Dicas CFSD 2019. Dicas 1 e 2


A 1ª parte é a escolha da cidade em que vai realizar a formação.

Aqui, é necessário pesar benefícios e malefícios. Cidades como Salvador e Feira são atraentes por terem vários serviços, uma vida cultural agitada, e maior proximidade com o centro do poder administrativo.

Porém, exatamente por isso, são as cidades com maior número de concorrentes por vaga.

Pessoalmente, eu escolhi uma cidade do interior não tão valorizada, ainda que ela não tivesse tantos atrativos óbvios nem fosse muito perto de minha família e amigos-mas que tinha uma boa quantidade de vagas, e o mais importante, menos concorrentes que os centros mais badalados.

Assim, é necessário pesar os fatores antes de escolher a cidade: se você deseja ter mais chances de passar no concurso, ou se deseja uma cidade conhecida e com mais atrativos.

A parte 2 é a parte escrita, a prova em si.

A parte 2 tem duas divisões:

Objetiva (a prova de marcar) e Discursiva (a Redação).

O segredo da parte objetiva é conseguir as provas anteriores do CFSD, tão mais recentes quanto possíveis, e fazê-las em casa, para testar como andam seus conhecimentos.

Eu fiz a prova dos Bombeiros na qual passei estudando provas anteriores da PM, visto que era o primeiro concurso dos Bombeiros separado da Corporação geradora . Boa parte do conhecimento que absorvi realizando essas provas em casa foi útil na prova dos Bombeiros.

Outra maneira de conseguir conhecimentos para a prova da PM e do CBMBA, é fazer o ENEM sempre que possível, pelo menos uma vez a cada dois anos, pois muitos conhecimentos cobrados no ENEM também caem na maior parte das provas da PM/CBMBA.

A Arte na vida

Para mim, a Arte como vista –hoje, está sendo sobrevalorizada. Poucas pessoas tem acesso á Arte, como parte integral de seu cotidiano. O que ocorre com os artistas é que eles não são parte da chamada população ''normal'', mas sim seres que tentam se desvencilhar da vivencia social, encarecendo seu trabalho perante os não-artistas.

Eu, como escritor nas horas vagas, noto este fato. Mesmo que tenha começado a escrever meu livro, recebo conselhos das pessoas, dizendo que devo ter cuidado com o que faço, pois entre os autores brasileiros, apenas Jorge Amado e Paulo Coelho puderam dizer que que viveram do que fizeram; logo, devo tentar ser um Jorge Coelho, se quiser ter o mínimo de sucesso.

O que noto, também, é que pelo fato de ninguém levar os artistas a sério, em muitos casos com razão, eles exageram a importância social de seu trabalho, ao mesmo tempo que separam do resto dos afazeres humanos; também desclassificam o que chamam de arte industrial( pagode, axé, etc...), como sendo mero produto mercadológico, e principal inimiga de suas produções, quando na verdade é o pressuposto do alto que preço que suas obras atingem, e é guiada pelos mesmos grupos que os patrocinam. Clama-se há muito tempo a ''decadência'' e a ''pós-decadência'', fazendo-se aparecer de tempos em tempos cavaleiros das letras/pincéis/palcos que prometem salvar o dia.

Redação CBMBA- Tecnologia

A tecnologia pode dar suporte a Segurança Pública numa questão bastante óbvia: diminuir a quantidade de pessoal administrativo e permitir co...